Após a idosa Antonia Vírgilio de Holanda, de 79 anos, morrer vítima de coronavírus, na tarde desta segunda-feira (6), em Rio Branco, seu corpo não recebeu os devidos cuidados, e poderia ter contaminado os profissionais que tiveram contato com o cadáver.

O corpo dela foi levado para o necrotério da UPA do Segunda Distrito, unidade onde a mulher estava internada, mas foi deixado em cima de uma maca coberto apenas com um lençol fino.

O protocolo de segurança que a UPA deveria ter adotado seria enrolar o corpo com lençóis e colocar dentro de dois sacos (os mesmos utilizados pelo Instituto Médico Legal – IML) para evitar possível proliferação do vírus.

Além disso, uma pessoa que teve contato com o cadáver da mulher disse que ninguém da Vigilância Epidemiológica ou da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) estava no local para orientar o que deveria ser feito.

A reportagem tentou contato com a coordenadora da UPA, para poder saber o posicionamento da unidade, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Sesacre nega informação

Na noite desta segunda, a Sesacre emitiu uma nota negando que a UPA tenha abandonado o corpo da idosa no necrotério da unidade.

“A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da UPA do Segundo Distrito, comunica que não é verdade que o corpo da idosa de 79 anos, primeira pessoa a morrer por Covid-19 no Acre, tenha sido abandonado ou colocado no necrotério da unidade sem obediência aos critérios de segurança. A direção da UPA comunica que a anciã teve seu corpo colocado num saco plástico apropriado para esta finalidade, e devidamente lacrado, antes de ser coberto por lençóis, que posteriormente também foram descartados.”

A secretaria complementa: “Por medida de segurança, o procedimento foi realizado na presença de poucos familiares da vítima, incluindo uma profissional de Saúde integrante da família, também conhecedora dos protocolos. A Sesacre enfatiza ainda que todos os parentes presentes testemunharam o cuidado com que o corpo da idosa foi manejado. O corpo foi colocado em caixão também lacrado e velado por apenas quatro pessoas da família, à uma distância segura, sendo que será sepultado nas primeiras horas desta terça-feira, 7, em Rio Branco.”