A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) investiga cinco possíveis casos do novo coronavírus em pessoas que têm entre 24 e 65 anos. Elas estão estáveis e de quarentena em casa, sendo monitoradas por técnicos da atenção básica em saúde do município. O resultado dos exames deve sair ainda neste domingo (15).

Casos só são oficialmente reconhecidos como suspeitos após confirmação do Ministério da Saúde, o que ainda não ocorreu. O Ministério da Saúde já foi notificado das investigações, ainda segundo a Sesacre.

Todas as pessoas estavam fora do estado e resolveram fazer os exames, pois apresentavam sintomas da doença. O primeiro a informar sobre a suspeita foi um jovem de 27 anos que foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, no sábado (14) à noite. Ele apresenta febre, coriza e tosse.

De acordo com a Sesacre, os outros casos são uma pensionista, de 65 anos, uma servidora pública, de 37, e um estudante de 24 anos que foram ao Pronto-Socorro informar sobre a suspeita. O quinto caso é um homem de 27 anos que foi a uma clínica particular.

Foram coletadas amostras dos moradores e enviadas ao Laboratório Rodolphe Mérieux, que fica na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em Rio Branco.

O mundo vive uma pandemia do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Foram registrados mais de 142 mil casos em pelo menos 118 países, com mais de 5 mil mortes. O último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, no sábado (14), indica que o Brasil tem pelo menos 121 casos, sem mortes.

Investigação

A Saúde destacou que, mesmo que o resultados sejam negativos, o material vai ser enviado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém, para contraprova.

O Acre chegou a investigar quatro possíveis casos de Covid-19. Três desses deles foram reconhecidos como suspeitos pelo Ministério da Saúde, mas, na terça (10), a Secretaria de Saúde (Sesacre) informou que os exames deram negativo para as suspeitas.

Pandemia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quarta (11) a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Para o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, houve “demora da OMS” para fazer a declaração, já que o número de casos fora da China aumentou 13 vezes nas últimas duas semanas e o número de países afetados triplicou.

(G1 Acre)