A violência chegou ao ponto extremo em Rio Branco, e até uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) passou por momentos de pânico e terror.

Os socorristas estavam atendendo um paciente com quadro clínico de câncer, em uma casa no Bairro Canaã, às 4h desta quarta-feira (4), quando cinco homens armados invadiram a residência e renderam os familiares do homem e a equipe do SAMU.

Os criminosos pediram os pertences pessoais dos paramédicos, mas os socorristas não estavam com carteiras ou celulares, então, os bandidos ordenaram que todos tirassem a roupa e ficassem seminus.

Os criminosos revistaram os paramédicos e depois começaram a ameaçá-los. Objetos da casa da paciente com câncer ainda foram roubados pelos homens, além de dinheiro que a família possuía para custear o tratamento da doença.

Em seguida, os bandidos entraram na ambulância e roubaram uma bolsa de vias aéreas, uma bolsa de traumas para fazer curativos e vários materiais de atendimentos diversos, que servem para atender a população, inclusive os próprios criminosos que vivem em guerra e necessitam desses atendimentos depois de serem baleados no confronto entre as facções.

Depois de serem feitos reféns por cerca de uma hora, os paramédicos foram liberados e seguiram para a Delegacia de Investigação Criminal (DIC), para registrar um Boletim de Ocorrência. A Polícia Militar prepara uma operação para procurar pelos criminosos na região do ocorrido.

Outra ambulância teve que ser deslocada até o local para terminar de realizar os atendimentos, pois como os equipamentos foram roubados, a viatura de saúde ficou inutilizada.

O diretor geral do serviço, Dr. Pedro Pascoal, disse que, por aquele ser considerado um atendimento rápido e necessário naquele momento, a equipe não seguiu os protocolos gerais do SAMU mundial, que orienta a entrada da viatura em “zona quente” acompanhada da Polícia Militar. O diretor ainda comunicou que a partir de agora, em alguns casos, o SAMU só realizará o atendimento em áreas perigosas com a chegada da PM no local.

Até o fechamento desta matéria a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) ainda não havia se pronunciado sobre o caso. Segundo internautas que lamentaram o ocorrido nas redes sociais, fica claro que “a segurança pública está sem rumo”, com diversos assaltos acontecendo na capital e guerra declarada entre facções criminosas na rua, além da “guerra fria entre os delegados e dirigentes” da segurança.