O médico Pedro Pascoal, coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi tratado com ignorância por um repórter de um site local ao pedir direito de resposta em reportagem que dizia que ‘o Samu havia negado uma ambulância para uma criança que infartou na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre)’. Segundo a equipe do Samu, a informação não procede, pois a ambulância nem chegou a ser solicitada.

Em uma ligação gravada pelo próprio coordenador, o jornalista diz que não procurou os responsáveis pelo serviço pois “o governo tem uma comunicação incompetente”. O médico respondeu dizendo que, ao publicar a matéria, o repórter demonstrou um lado unilateral e expressando uma opinião pessoal, e não o jornalismo sério.

Confira o áudio na íntegra:

Mesmo afirmando ter mais de 30 anos de profissão, o jornalista errou ao não ouvir os esclarecimentos de Pascoal ou questionar a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) sobre o assunto, fazendo com que a empresa a qual o repórter trabalha perdesse credibilidade.

O fato

A informação correta, segundo o Samu, seria de que o paciente estava com endocardite e precisava ser levado da Fundação ao pronto-socorro, mas ele não estava em um quadro de vida ou morte que fosse necessário o uso de uma ambulância do serviço de atendimento móvel para o transporte.

Uma médica pediatra auxiliou a mãe e a criança, que são de família humilde, ao solicitar uma corrida em um aplicativo de transporte para que os dois chegassem ao PS. A pediatra ainda afirmou que a criança não estava em estado grave, mas precisava ser atendida no mesmo dia. Além disso, o paciente não havia infartado, como afirmava o texto do repórter. A criança já está internada no pronto-socorro e está bem.

Ataque ao Samu

A reportagem publicada pelo jornalista ainda atacou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao dizer que, diante da situação falsa, seria possível perceber que no Samu há “diversos erros cometidos pelos servidores e nomeados para cargos de confiança na Sesacre”.

Porém, o serviço trata, em sua maior parte, de casos urgentes com risco de morte. O paciente poderia ser levado ao PS de outras formas. Além disso, a própria Fundação disponibiliza uma viatura para os pacientes, mas não há informações sobre se, no momento em que a criança precisava do transporte, a ambulância estaria ocupada.