Mulher mandou matar rapaz por vingança (Foto: Reprodução/Polícia CIvil)

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apresentou denúncia e conseguiu, em júri popular realizado no Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, na última quinta-feira (30/10), a condenação de três réus pela prática de homicídio qualificado, por motivo torpe e dissimulação. As penas somadas chegam a 54 anos e nove meses de reclusão.

O crime ocorreu no dia 10 de setembro de 2018 e vitimou André Luiz Rocha da Silva, de 18 anos, sendo praticado no interior da residência da vítima, com disparos de arma de fogo. Consta nos autos que a vítima não teve chance de se defender.

O juiz Alesson José dos Santos Braz estabeleceu a pena de 19 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão em regime fechado para os réus Felipe de Oliveira Silva e Lenilza Morais Vale, e de 16 anos, um mês e 22 dias ao réu Rafael Pereira dos Santos.

Segundo a peça acusatória, Lenilza Morais Vale mandou que os réus Felipe de Oliveira Silva e Rafael Pereira dos Santos matassem a vítima André Luiz Rocha da Silva por vingança. Ela estaria insatisfeita com uma brincadeira de conteúdo amoroso não correspondido pela vítima, por isso, resolveu enviar a foto dele por meio de aplicativo mensagens para o grupo de uma organização criminosa.

Em seguida, obteve autorização para a execução da vítima. Mandato que foi cumprido pelos executores, os quais, mediante dissimulação, procuraram saber quem era André Luiz, e após a confirmação o escoltaram até uma segunda residência e o executaram com sete tiros.

O promotor de Justiça Antonio Alceste Callil de Castro, atuou no caso e sustentou que o homicídio se deu por motivo torpe e que as consequências do delito foram consideradas graves.

“A condenação da mandante e executores pelo Tribunal do Júri significa que, além de ter sido realizada a justiça no caso concreto, ainda demonstra que a sociedade acreana valoriza a vida e, por outro lado, repudia crimes como esse”, avaliou o promotor.

(Com informações da agência MPAC)