A Escola Estadual João Eduardo, localizada na travessa Santa Maria, no Bairro João Eduardo, em Rio Branco, foi entregue no dia 3 de junho de 2009, pelo então governador do Acre na época, Binho Marquês (PT). A obra foi construída em seis meses e teve o investimento de R$1.426.620,65.

A unidade de ensino tinha sido feita para atender cerca de 330 estudantes do pré-escolar ao primeiro segmento do ensino fundamental, possuía oito salas de aula, refeitório, salas administrativas, sala de multimeios, cozinha e banheiros.

O secretário municipal de Educação na época, Márcio Batista, disse que iria poderia transformar o espaço na nova sede da SEME, com toda estrutura administrativa, mas isso só ficou na promessa. No final do ano de 2016, a escola foi totalmente desativada. Uma escola com apenas 7 anos de uso já tinha sido esquecida pelo Governo do Acre.

A gestão alegou falta de alunos, versão essa que foi desmentida pela comunidade, que tentou a todo custo, através de abaixo-assinado, manifestos e várias matérias jornalísticas naquele ano, evitar o fechamento da escola pela Secretaria Estadual de Educação (SEE), mas sem sucesso.

Atualmente, o prédio está abandonado, com todas as suas estruturas comprometidas, restando somente a demolição. Nas salas não existem mais portas, janelas, materiais como forro, telhado, parte elétrica e nem os objetos dos banheiros sobraram, tudo foi furtado. Até hoje, após 3 anos de abandono, a comunidade em torno da escola lamenta o atestado de incompetência assinado pelo governo passado.

Segundo os moradores, na época os alunos matriculados na Escola João Eduardo foram remanejados de forma impositiva para outras unidades de ensino, inclusive para a Escola João Paulo I, na qual a mesma teve problemas na superlotação e na acomodação dos novos alunos.

Na escola abandonada, é possível visualizar o descaso com o bem público e o rastro de destruição deixado no erário público. Naquela escola, funcionavam varias atividades, entre elas a capoeira que, naquele ano, auxiliou muitos jovens se afastar das drogas e das facções criminosas.

O jovem Talisson da Silva, 19 anos, que praticipou das atividades na escola, fala ainda com revolta sobre o pouco caso que foi feito pelo bem público, destruído pelos antigos gestores do PT.

“Tínhamos uma escola que servia a muitas pessoas na comunidade, dentre elas, crianças, jovens e adultos. As funcionárias e a direção eram pessoas excelentes, agora só restaram as lembranças e um prédio que não serve mais aos moradores”, disse o rapaz.

A reportagem entrou em contato com o setor se comunicação da Secretaria Estadual de Educação, que informou não existir nenhum termo de sessão ou doação da escola do Estado para a Prefeitura de Rio Branco. Ou seja, a escola foi esquecida pelo poder público.

Edição: Redação Alerta Acre