Alunos do turno da noite da escola Marilda Gouveia Viana, no Bairro João Eduardo I, em Rio Branco, realizaram um protesto pela manhã e durante a noite desta terça-feira, 20, contra a determinação da secretaria estadual de Educação (SEE) de fechar turmas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Os estudantes disseram que quando chegaram na instituição na noite do dia 19, início das aulas do segundo semestre, foram surpreendidos aos serem informados que a escola não contaria mais com o projeto.

Segundo a SEE, a decisão diz respeito ao número de alunos matriculados nas turmas do EJA que deveria ser de no mínimo 25 pessoas e não foi atingido nas salas que foram fechadas por conta deste impasse. A reportagem ainda foi informada sobre algumas das turmas que chegavam a ter apenas 9 estudantes.

A decisão vai impactar também outras escolas, como o Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB), no centro, e algumas instituições localizadas em diversos bairros da cidade. Os estudantes do projeto nessas demais escolas também protestam contra o fechamento das turmas.

Um representante dos alunos do EJA da escola Marilda Gouveia registrou um boletim de ocorrência contra a secretaria de Educação e informou que os estudantes estarão entrando com um recurso no Ministério Público (MP), para tratar do assunto que prejudicará vários alunos.

Protesto na Marilda Gouveia (Foto: Cedida/AAP)

Além disso, professores que lecionam no EJA serão demitidos com a decisão. Os docentes foram contratados provisoriamente após um processo seletivo no começo do ano. Somente alguns profissionais continuarão no projeto, em outras escolas que ainda vão oferecer a modalidade, atuando em turmas que atendem o quantitativo que a SEE “exige”.

Ao Alerta Acre, o chefe do departamento de gestão da secretaria estadual de Educação, José Rêgo, disse que mesmo com a decisão os alunos terão outras alternativas para continuar estudando no projeto do EJA, já que em outras escolas da região há vagas disponíveis

No entanto, as instituições que oferecem a modalidade ficam a uma distância entre 5 a 10 quilômetros da escola Marilda Gouveia, e estão localizadas em bairros onde o conflito entre facções criminosas é intenso. Porém, a SEE informou que os alunos também têm a opção de estudarem em instituições no centro de Rio Branco.

Mesmo com as diversas alternativas, os estudantes do ensino de jovens e adultos querem continuar na escola do João Eduardo I e até organizam um protesto na manhã da quarta (21), para reivindicarem o direito.

Alunos do EJA da escola João Paulo II em protesto (Foto: Ithamar Souza/AAP)

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