O delegado Pedro Resende, da Delegacia de Repressão a Narcóticos e Narcotráfico (Denarc), concedeu uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (19), para falar sobre a Operação “Sem dor, sem ganho”, que investiga a venda ilegal de anabolizantes em Rio Branco.

Segundo Resende, com o desdobramento das investigações, a polícia conseguiu chegar no médico Giovanni Casseb, que acabou sendo preso na manhã de hoje, na 3ª fase da operação.

Na semana passada havia sido deflagrada a segunda fase, na qual a polícia efetuou a prisão do garçom Wendhel da Silva Rodrigues, 26 anos, e apreendeu anabolizantes que vinham da Ucrânia, México e Paraguai, e que estava com o jovem.

De acordo com o delegado, foi constatado que o médico Casseb receitava os anabolizantes ilegais aos clientes e indicava Wendhel como fornecedor. Com essas informações, a polícia concluiu que o médico auxiliava e ajudava o rapaz na venda dos produtos.

“O que mais chama a atenção é que diversas pessoas que foram ouvidas não sabiam que estavam comprando anabolizantes proibidos, pois teriam feito a consulta com o médico”, disse Resende.

O delegado ainda informou que foram realizados mandados de busca e apreensão na clínica e na casa de Casseb. Nos locais, foram apreendidos diversos materiais e remédios, inclusive, um remédio de uso restrito, que já havia sido encontrado na casa de Wendhel.

Medicamentos encontrados com Casseb. Os mesmos remédios já haviam sido encontrados com Wendhel. (Foto: Ithamar Souza/Alerta Acre)

Ainda durante a investigação, uma lista com 100 clientes, a maioria indicados pelo médico Giovanni Casseb, foi encontrada. Segundo a polícia, várias pessoas de diversos ramos da sociedade estão envolvidas nessa rede de venda de anabolizantes ilegais.

Durante a coletiva, uma novo carregamento de remédios ilegais, que teria chegado para Wendhel e sido interceptado pela polícia, foi apresentado pela Denarc.

Nova carga de anabolizantes teria chegado para Wendhel. (Foto: Ithamar Souza/Alerta Acre)

Ostentação

Durante a coletiva, o delegado disse que a vida do garçom Wendhel chamou a atenção. “Ele recebia algo em torno de 1 mil reais por mês. Totalmente incompatível um garçom ter uma moto avaliada em algo em torno de R$ 40 mil, um carro de R$ 70 mil, e ainda ter R$ 15 mil guardados em casa. Claramente é demonstrado que o negócio era lucrativo”.

O delegado também disse que ainda não se sabe quanto a rede já movimentou. O jovem responde por vender remédios que não tenha autorização legal e, agora, será analisada a participação do médico Casseb no esquema. As investigações continuam para chegar em mais pessoas envolvidas nessa rede.

*Colaborou Ithamar Souza, do Alerta Acre.