Os trabalhadores da saúde do acre tiveram uma ingrata surpresa. O governo do estado, por meio da Secretaria do Estado de Saúde (Sesacre), enviou um memorando às unidades de saúde informando que vai cortar as gratificações dos servidores.

A medida é para quem entrar de licença prêmio ou mesmo se afastar por problemas de saúde. As gratificações cortadas serão: o auxílio transporte, urgência e emergência, insalubridade e adicional de extensão de horas. O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) vai acionar a justiça para impedir que isso se concretize.

“Fomos pegos de surpresa com o memorando circular da Sesacre comunicando que os trabalhadores que se afastarem, sejam licença premia ou problemas de saúde, vão perder quase 40% do seu salário, vão perder auxílio transporte, insalubridade, urgência e emergência, adicional de horas, várias gratificações que são poucas e ainda complementam nossa renda, então é um fato grave que prejudica muito esses pais e mães de família e é mais um fator que nós vamos levar para os trabalhadores e engrossar as nossas ações já que para nós o diálogo está chegando ao fim”, disse o presidente do Sintesac, Adailton Cruz.

Além disso, o sindicato alega que as outras reivindicações ainda nem foram atendidas, como a etapa alimentação, concurso para novos servidores e retorno de direito dos irregulares.

O Sintesac vai esperar que as negociações com o governo avancem até o final deste mês de julho, caso isso não ocorra, a categoria já se mobiliza para realizar uma greve geral entre os dias 11 e 20 de agosto em todas as unidades de saúde do Estado.

“Certamente nós vamos fazer greve porque nós estamos ao longo desses sete meses fazendo de tudo para que o governo nos ouça para que a gente avance, usamos o bom senso no período de transição, mas já estamos com sete meses, o tempo de tolerância acabou, ou ele realmente demonstra que tem boa intenção com o trabalhador em saúde estabelecendo o que estamos pedindo ou negociando o que ele pode cumprir ou então nós vamos usar as armas que temos e já estamos planejando, visitando as unidades, os trabalhadores estão todos ficando conscientes e nós vamos sim fazer um movimento grevista extremamente forte e uniforme se até o dia 31 de julho não tiver resposta concreta dos nossos pontos e pautas”, conclui o presidente.

(Agazeta.net)

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