Vítimas trafegavam em moto (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Acre (MPAC) realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (31) sobre o inquérito criminal que investiga o policial Alan Martins, do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). O militar é acusado de matar uma mulher e deixar o marido dela ferido após um acidente na Estrada Dias Martins, em Rio Branco, no dia 18 de maio.

De acordo com o MPAC, foram analisados relatos e provas durante a investigação. Testemunhas disseram ao MP que o policial teria ingerido cerca de 30 garrafas de cerveja em uma bar, de 11h às 16h do dia do acidente. Com isso, o MP chegou a conclusão que o caso se tratava de um homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

“Houve um entendimento de que, quem faz consumo de bebida alcoólica e dirige está assumindo o risco de cometer um homicídio. Nesse sentido, nós entendemos pelas provas colhidas que o investigado Alan Martins cometeu um homicídio consumado conta a vida (de Silvinha Pereira, a vítima que morreu), e uma tentativa de homicídio contra a outra vítima, o senhor José (marido de Silvinha)”, informou o MP.

Em razão disso, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do investigado. O MP informou que o mandado de prisão foi cumprido e que o policial teria sido preso pela Corregedoria da Polícia Militar, e que talvez esteja no Quartel do BOPE ou no Quartel Ambiental.

O investigado ainda será ouvido na sede do Ministério Público, caso queira dar a própria versão do ocorrido, e assim que finalizadas por completo as investigações, o policial será denunciado e responderá pelo crime no Tribunal de Júri.

“Ele será submetido a um Júri Popular, onde a sociedade de Rio Branco julgará o caso”, finaliza o MP.