O presidente do Partido Social Liberal (PSL), Pedro Valério, denuncia uma fraude em áudio que deu a entender que ele estaria negociando cargos no governo Cameli, e anunciou que entrará com uma ação criminal contra Tião Bocalom. Valério também disse que vai entrar com um processo de expulsão de Bocalom do partido.

Segundo o presidente do PSL do Acre, esses ataques partem não contra ele, mas contra Coronel Ulysses, ex-candidato ao governo do Acre pela sigla.

‘‘Porque ele (Bocalom) quer a qualquer custo ser candidato a prefeito de Rio Branco nas eleições de 2020 pelo PSL. Eu já disse pra ele, e pros emissários dele várias vezes, que comigo na presidência do partido ele não será candidato a prefeito, porque ele tem a receita da derrota. Ele já perdeu 5 eleições majoritárias, 3 pra prefeito e 2 para governador e agora perdeu uma para deputado federal por teimosia, por arrogância’’, disse Valério em entrevista a um site local.

Racha no partido

No mês passado, o tesoureiro do PSL, deu um indício do problema interno. Em sua página no Facebook, o professor Lauro Fortes teceu severas críticas ao trio que segundo ele só queria usar o partido como escada.

O professor reagiu também à divulgação do áudio do presidente Pedro Valério ameaçando expor nas redes sociais o lado sombrio do ex prefeito de Acrelândia. Pedro Valério informou que Bocalom já tentou por três vezes tomar o partido dele.

Uma direita nem tão unida assim

É claro que não existe apenas um racha político dentro do PSL, os que frequentam tal circulo conseguem perceber uma terrível confusão ideológica entre os filiados. Grupos como o Liberais do Acre, liderados por Valdir Perazzo e Fernando Lage, parecem não cooperar com o Instituto Conservador, que tem o professor Lauro Fortes como figura mais conhecida.

PSL mantém candidatura à prefeitura de Rio Branco

Mesmo indo apoiar o Governo Cameli, Valério diz que impossível o PSL retirar a candidatura a prefeitura de Rio Branco.

“Nós estamos trabalhando numa aliança forte para lançar um candidato competitivo a prefeito de Rio Branco e a nossa meta é vencer em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Epitaciolândia, e mais uns três municípios. Temos muito a fazer pelo Acre elegendo nossos prefeitos e um grande número de vereadores para mostrará para os acreanos a nova forma de governar e uma nova forma de fazer política”, diz o presidente do PSL do Acre.

Segundo algumas fontes, o governador Gladson Cameli teria convidado o Coronel Ulysses para compor uma super chapa entre o ex-reitor da UFAC, Minoru Kinpara como candidato a prefeito de Rio Branco, e Ulysses como candidato vice-prefeito.

** Em contato com o Alerta Acre, Coronel Ulysses disse que Gladson não teria feito o convite. Há poucas semanas, Ulysses teria dito que não haveria possibilidade de ter uma chapa com Minoru.