No lugar de oferecer uma festa aos amigos no dia do aniversário, comemorado dia 26 de março, o analista contábil, Cleylson Uchoa, de 41 anos, resolveu fazer doações ao Educandário Santa Margarida, que está superlotado e passa por uma crise por falta de repasse.

Uma campanha, feita pela Defensoria Pública do Acre (DPE-AC), desde segunda-feira (25), pede ajuda com alimentos, produtos de higiene pessoal, pomada para assaduras e material de limpeza.

O analista viu o pedido de ajuda e, na manhã desta terça (26), fez a doação de todo material de limpeza divulgado na lista.

“Na verdade, sempre que a gente pode ajudar as pessoas, a gente ajuda. Então é só uma pequena devolução daquilo que Deus tem abençoado na minha vida”, conta sobre o ato.

Uchoa contou ao G1 que a filha fez muitos trabalhos no local quando fazia faculdade e teria mostrado uma reportagem, na qual eram apontadas as dificuldades enfrentadas e resolveu fazer a doação ao invés de uma festa para comemorar o aniversário de 41 anos.

“Não vou dizer que me sinto aliviado, porque sei que isso não é nada e não é duradouro, acaba logo [o material]. Hoje entreguei uma caixa de cada item que foi pedido, mas o que gostaria que as pessoas entendessem que se cada um levasse uma unidade podia ser bem melhor”, ressalta.

Além disso, Uchoa conta que sempre que pode faz esse tipo de ação e busca incentivar as pessoas a fazerem o mesmo, sempre que possível.

Superlotado

Com 15 crianças acima da capacidade, o Educandário Santa Margarida, em Rio Branco, está pedindo doações de mantimentos para o local, que abriga 45 menores com idades entre 0 e 12 anos.

O coordenador financeiro, Nilton Cosson, afirmou que está sendo difícil garantir todas as seis refeições diárias fornecidas às crianças, com a qualidade nutricional necessária.

Além dos mantimentos, o educandário também está com pouco material de higiene pessoal e faltam produtos de limpeza. Cosson afirma que o local recebe recurso, tanto da prefeitura como do governo do estado, para fazer o pagamento dos 30 funcionários, mas os repasses estão em atraso há três meses.