Professores que trabalharam nos últimos 24 meses para o estado do Acre e foram aprovados no concurso da educação deste ano não poderão ser contratados, de acordo com uma lei estadual de 2009, que não era considerada, mas foi acatada pela Secretaria Estadual de Educação (SEE).

Os educadores reclamaram da decisão e realizam, nesta sexta-feira (1), um manifesto na frente da Casa Civil, sede do governo do Acre. Os professores fecharam parcialmente a Avenida Brasil, em Rio Branco, para buscar uma solução com o governador Gladson Cameli.

Professores fazem manifesto na frente da sede do governo do Acre (Foto: Cedida)

Diversos professores que trabalharam para o estado ficaram bem classificados, mas de imediato, será convocado aquele candidato que não assinou contrato com a SEE durante o período de 24 meses, depois seguirá a reconvocação na mesma ordem para aqueles que tinham contrato.

Ato iniciou às 8h da manhã desta sexta (1) (Foto: Cedida)

O vice-governador do Acre, Major Rocha, informou ao educadores na última quinta (28), que esteve em reunião com a Secretaria de Educação e a Procuradoria-Geral do Estado para tratar do assunto, e disse que uma solução está sendo analisada.

Major Rocha também conta que, provavelmente, as vagas contemplem a todos e que a preocupação, para ele, é a qualidade do ensino para os estudantes acreanos.

“Quem fez uma pontuação maior [no concurso e independente se foi contratado nos últimos 24 meses], tem mais merecimento, mais qualidade, mais condições de dar aula. Temos que encontrar uma saída não para piorar, mas sim para melhorar a educação”, disse Rocha.