Esse é um tema polêmico e que precisa levar os servidores da segurança pública a uma autocrítica, bem como, será um texto cheio de perguntas com respostas intrínsecas ao cotidiano do povo.

Por qual motivo a população tem procurado criminosos para resolver seus problemas? Falta de estrutura das forças de segurança na maioria das vezes é a resposta dos membros da segurança. Quando sabemos que não é apenas esse fator.

Sou servidor do Instituto de administração penitenciária há mais de 10 anos e sei que temos muito a melhorar. Ou seja, esse texto não se trata de um crítica direcionada a alguma força de segurança do Acre, é mais que isso, é uma reflexão para operadores de segurança e também a toda sociedade.

O crime tem oferecido relacionamento com a sociedade civil e muitas vezes o cidadão é enganado com um falso “sentimento de proteção”. Você já foi roubado e recorreu ao crime para resolver seu problema? Você já recorreu as forças policiais? Qual foi mais eficaz?

Aquele que demonstra mais celeridade (menos burocrático e desgastante) na resolução do crime, será o mais procurado.

Qual o tratamento recebido na delegacia? Alguém já viu um investigador de polícia nas ruas? Qual garantia de solução trás a polícia militar e como ela aborda o cidadão em situação de vulnerabilidade? Não tem sistema, não tem papel, vamos atender pois é o nosso trabalho mas você não verá mais seus bens e etc. As vezes você sabe quem cometeu o crime e ainda assim, nada se resolve.

Como fala o crime nessa relação com a sociedade que tem crescido, como citei? Até amanhã suas coisas irão ser deixadas na sua casa, “fique tranquilo. Até para escrever fica sucinto.

O povo, no fim das contas, vai gostar mais de quem? Se sentirá atraído a procurar quem? Polícia ou bandido?

Se a sua resposta foi bandido, não se preocupe você não é um criminoso mas sim uma vítima do sistema e esse sem dúvidas será uma dos grandes desafios dos operadores de segurança pública e da alta cúpula no estado do Acre.

Identificar defeitos não é o fim do mundo, virar as costas a eles será.

Renê Fontes